Barro Alto/Niquelândia

Anglo American se manifesta sobre venda das plantas de Niquelândia e Barro Alto para a MMG Minerales após rumores sobre possível interferência dos EUA no negócio

Na última segunda-feira/25 – com base em reportagens de repercussão nacional veiculadas em grandes meios de comunicação, bem como em sites de notícias especializados no segmento mineral – o Portal Excelência Notícias publicou material informativo intitulado “EUA é pressionado a intervir em venda de plantas da Anglo American em Niquelândia para chineses, aponta reportagem da Folha de São Paulo”.

Isso posto, dada a grande repercussão do assunto nas duas cidades mencionadas, o escritório da Anglo American no Brasil, situado em Belo Horizonte, emitiu uma nota oficial em que detalha todos os trâmites da negociação ocorrida com a MMG Minerales, o qual reproduzimos agora, em sua íntegra:

COMUNICADO DA ANGLO AMERICAN

“Em maio de 2024, a Anglo American anunciou uma ampla transformação estratégica para concentrar seu foco em ativos de classe mundial nas áreas de cobre, minério de ferro premium e fertilizantes.

Com isso, a empresa decidiu desinvestir seu portfólio de níquel no Brasil, que inclui duas unidades de produção – Barro Alto e Codemin (localizados em Goiás) – e dois projetos a serem desenvolvidos: Jacaré e Morro Sem Boné (localizados no Pará e Mato Grosso, respectivamente). 

O processo de venda foi competitivo e recebemos propostas de diversas empresas globais.

Após uma análise criteriosa de todas as ofertas recebidas, a decisão de vender para a MMG foi baseada na qualidade geral da proposta, incluindo o valor ofertado em dinheiro, as garantias apresentadas, o histórico operacional e a capacidade de gestão de longo prazo. 

A MMG é uma empresa de capital aberto, com valor de mercado de aproximadamente US$ 4,7 bilhões e reconhecida como uma operadora segura e responsável, com capacidade financeira e técnica para operar as unidades de produção e desenvolver os projetos. 

 A proposta da MMG apresentou:

  • Pagamento inicial significativamente maior;
  • Do valor total da proposta, apenas uma pequena parcela era condicionada ao preço futuro da commodity, sendo a mesma sujeita a condições significativamente mais realistas e alcançáveis;
  • Valores independentes de volumes de produção futura de projetos a serem desenvolvidos;
  • Estrutura corporativa clara e estabelecida, capaz de sustentar o desempenho atual e futuro, oferecendo maior certeza de que os interesses de todas as partes serão preservados;
  • Histórico demonstrado de realizar transações com empresas listadas em bolsa;
  • Histórico demonstrado de manter operações por meio dos ciclos de commodities, com investimentos significativos após as aquisições.

Todo o processo seguiu as melhores práticas de governança, que levaram a escolher um comprador que possa manter e investir nos ativos de forma sustentável, dando continuidade a um legado positivo construído ao longo dos mais de 40 anos, baseado no diálogo com todas as partes interessadas, e beneficiando empregados, comunidades, fornecedores, clientes, e a economia goiana e brasileira como um todo”.

Belo Horizonte/MG, 28 de agosto de 2025

Assessoria de Comunicação da Anglo American

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